Liturgia Diária- 30/01/2016

SANTO DO DIA

Santa Martinha

imagesO pai de Martinha era um homem público, eleito três vezes cônsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e cristão. Quando a menina nasceu, no começo do século III, o acontecimento foi amplamente divulgado na corte, entre o povo e pelos cristãos, pois a pequena logo foi batizada.

Martinha cresceu em meio à essa popularidade, muito caridosa, alegre e uma devota fiel ao amor de Jesus Cristo. Com a morte de seu pai a jovem recebeu de herança duas fortunas: uma material, composta de bens valiosos e a outra espiritual, pois foi educada dentro dos preceitos do cristianismo. A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da herança. A segunda, foi empregada com humildade e disciplina, na sua rotina diária de diácona da Igreja, na sua cidade natal.

Desde o ano 222, o imperador romano era Alexandre Severo, que expediu um decreto mandando prender os cristãos para serem julgados e no caso de condenação seriam executados. Chamado para julgar o primeiro grupo de presos acusados de praticar o cristianismo, o imperador se surpreendeu ao ver que Martinha estava entre eles e tentou afastá-la dos seus irmãos em Cristo. Mas ela reafirmou sua posição de católica e exigiu ter o mesmo fim dos companheiros. A partir deste momento começaram os sucessivos fatos prodigiosos que culminaram com um grande tremor de terra.

Primeiro, Alexandre mandou que fosse açoitada. Mas a pureza e a força com que rezou, ao se entregar à execução, comoveram seus carrascos e muitos foram tocados pela fé. Tanto que, ninguém teve coragem de flagelar a jovem. O imperador mandou então que ela fosse jogada às feras, mas os leões não a atacaram. Condenada à fogueira, as chamas não a queimaram. Martinha foi então decapitada. No exato instante de sua a execução a tradição narra que um forte terremoto sacudiu toda cidade de Roma.

O relato do seu testemunho correu rápido por todas as regiões do Império, que logo atribuiu à santidade de Martinha, todos os prodígios ocorridos durante a sua tortura assim como o terremoto, ocasionando um sem-número de conversões.

No século IV, o papa Honório mandou erguer a conhecida igreja do Foro, em Roma, para ser dedicada à ela, dando novo impulso ao seu culto por mais quatrocentos anos. Depois, as relíquias de Santa Martinha ficaram soterradas e sua celebração um pouco abandonada, durante certo período obscuro vivido pelo Cristianismo.

Passados mais quinhentos anos, ou melhor catorze séculos após seu martírio, quando era papa, o dinâmico Urbano VIII, muito empenhado na grande contrarreforma católica e disposto a conduzir o projeto de reconstrução das igrejas. Começou pela igreja do Foro, onde as relíquias de Santa Martinha foram reencontradas. Nesta ocasião, proclamou Santa Martinha padroeira dos romanos e ainda compôs hinos em louvor à ela, inspirado na vida imaculada, da caridade exemplar e do seu corajoso testemunho a Cristo.

Oração (Coleta da Missa): Ó Deus, que entre outros milagres de vosso poder, destes também ao sexo frágil a vitória do martírio, concedei-nos propício, que celebrando o natalício de Santa Martinha, vossa Virgem e Mártir, caminhemos para Vós, imitando os seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

LEITURAS/LESSONS

Leitura (Eclo 51, 1-8. 12)

Leitura do Livro do Eclesiástico.

Glorificar-vos-ei, ó Senhor e Rei, louvar-vos-ei, ó Deus, meu salvador. Glorificarei o vosso nome, porque fostes meu auxílio e meu protetor. Livrastes meu corpo da perdição, das ciladas da língua injusta, e dos lábios dos forjadores de mentira. Fostes meu apoio contra aqueles que me acusavam. Libertastes-me conforme a extensão da misericórdia de vosso nome, dos rugidos dos animais ferozes, prestes a me devorar; da mão daqueles que atacavam a minha vida, do assalto das tribulações que me aturdiam, e da violência das chamas que me rodeavam. Em meio ao fogo não me queimei. Libertastes-me das profundas entranhas da morada dos mortos, da língua maculada, das palavras mentirosas, do rei iníquo e da língua injusta. Minha alma louvará ao Senhor até a morte, pois libertais, Senhor, aqueles que esperam em vós, e os salvais das mãos das nações.

Evangelho (Mt 25, 1-13)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

in english

Lesson (Eccles. 51: 1-8 and 12)

Lesson from the Book of Wisdom.

I will give glory to Thee, O Lord my king, and I will praise Thee, O God my Saviour. I will give glory to Thy name: for Thou hast been a helper and protector to me, and hast preserved my body from destruction, from the snare of an unjust tongue, and from the lips of them that forge lies; and in the sight of them that stood by, Thou hast been my helper; and Thou hast delivered me, according to the multitude of the mercy of Thy name, from them that did roar, prepared to devour. Out of the hands of them that sought my life, and from the gates of afflictions which compassed me about from the oppression of the flame which surrounded me, and in the midst of the fire I was not burnt; from the depth of the belly of hell, and from an unclean tongue, and from lying words, from an unjust king, and from a slanderous tongue; My soul shall praise the Lord even to death: because Thou, O Lord, our God, deliverest them that wait for Thee, and savest them out of the hands of the nations.

Gospel (Matt. 25: 1-13)

The continuation of the holy Gospel according to Matthew. 

At that time, Jesus spoke to His disciples this parable: ‘The kingdom of Heaven shall be like to ten virgins, who taking their lamps went out to meet the bridegroom and the bride. And five of them were foolish, and five wise; but the five foolish having taken their lamps, did not take oil with them: but the wise took oil in their vessels with the lamps. And the bridegroom tarrying, they all slumbered and slept. And at midnight there was a cry made; Behold the bridegroom cometh, go ye forth to meet him. Then all those virgins arose and trimmed their lamps. And the foolish said to the wise: Give us of your oil, for our lamps are gone out. The wise answered, saying: Lest perhaps there be not enough for us and for you, go ye rather to them that sell, and buy for yourselves. Now, whilst they went to buy, the bridegroom came: and they that were ready went in with him to the marriage, and the door was shut. But at last came also the other virgins, saying: Lord, Lord, open to us. But he answering said: Amen I say to you, I know you not. Watch ye therefore, because you know not the day nor the hour.’

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