Liturgia Diária- 23/03/2016

QUARTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Sucedem-se umas às outras, nesta semana, as narrações da Paixão do Senhor. Hoje é a de São Lucas.

As duas leituras do antigo testamento são tiradas do profeta Isaías. Ambas se referem a missão redentora do messias, postas em confronto com as profecias que anunciavam, a Paixão de Jesus aparece-nos claramente como sendo a realização dos eternos desígnios de Deus a respeito da salvação do mundo.

Nesta missa, em que quase todos os textos falam dos sofrimentos do Salvador, o pensamento dominante é o da Redenção por ele operada: “Quiseste, ó Deus, que o vosso Filho sofresse o patíbulo da Cruz… Fazei que alcancemos a graça da Ressurreição”.

LEITURAS/LESSONS

I Leitura (Is 62, 11; 63 1-7)

Leitura do Profeta Isaías.

Eis o que o Senhor proclama até os confins da terra: Dizei a Sião: eis, aí vem teu salvador; eis com ele o preço de sua vitória, ele faz-se preceder dos frutos de sua conquista; Quem é aquele que vem de Edom, de Bosra, as vestes tintas, envolvido num traje magnífico, altaneiro na plenitude de sua força? Sou eu, que luto pela justiça e sou poderoso para salvar. Por que, pois, tuas roupas estão vermelhas como as vestimentas daquele que pisa num lagar? Eu pisei sozinho o lagar, e ninguém dentre os povos me auxiliou. Então eu os calquei com cólera, esmaguei-os com fúria; o sangue deles espirrou sobre meu vestuário, manchei todas as minhas roupas. É que eu desejava um dia de vingança, e o ano da redenção dos meus havia chegado. Olhei então, e não houve pessoa alguma para me ajudar; estranhei que ninguém me viesse amparar; então apelei para meu braço e achei forças na minha indignação. Por isso, na minha cólera, arrasei os povos, na minha fúria triturei-os, fazendo correr seu sangue pela terra. Quero celebrar os benefícios do Senhor e seus gloriosos feitos, por tudo o que fez em nosso favor, e por sua grande bondade, com a qual nos cumulou na sua ternura e na riqueza de seu amor.

II Leitura (Is 53, 1-12)

Leitura do profeta Isaías.

Naqueles dias, disse Isaías: Senhor, quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.) Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 22: 39-71 ; 23 1-53)

Naquele tempo, conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação.
Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava:
Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo.
Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação. Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar.
Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!
Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: Senhor, devemos atacá-los à espada? E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio: Deixai, basta. E, tocando na orelha daquele homem, curou-o. Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe.
Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles. Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: Também este homem estava com ele. Mas ele negou-o: Mulher, não o conheço.
Pouco depois, viu-o outro e disse-lhe: Também tu és um deles. Pedro respondeu: Não, eu não o sou. Passada quase uma hora, afirmava um outro: Certamente também este homem estava com ele, pois também é galileu. Mas Pedro disse: Meu amigo, não sei o que queres dizer. E no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo. Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. Saiu dali e chorou amargamente.
Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas.
Cobriam-lhe o rosto e diziam: Adivinha quem te bateu!
E injuriavam-no ainda de outros modos. Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho.
Perguntaram-lhe: Dize-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis.
Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus.
Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou.
Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca. Levantou-se a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos,
e puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.
Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Sim.
Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. Mas eles insistiam fortemente: Ele revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia até aqui. A estas palavras, Pilatos perguntou se ele era galileu.
E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se achava em Jerusalém. Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por ele. Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu.
Ali estavam os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência.
Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos.
Naquele mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram inimigos um do outro. Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais.
Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte.
Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. [Acontecia que em cada festa ele era obrigado a soltar-lhes um preso.] Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás. (Este homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na cidade, por causa de um homicídio.) Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo,
mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o!
Pela terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei.
Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam. Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo.
Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles.
Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.
Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam.
Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Jesus. Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!
Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus.
Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso. Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona.
Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio.
Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou.

(Aqui ajoelha-se e faz-se uma breve pausa). 

Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo. E toda a multidão dos que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou batendo no peito. Os amigos de Jesus, como também as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas. Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo. Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus.
Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus.
Ele o desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro, escavado na rocha, onde ainda ninguém havia sido depositado.

In English

I Lesson (Is 62: 11; 63: 1-7)

Lesson from Isaias the Prophet.

Behold the Lord hath made it to be heard in the ends of the earth, tell the daughter of Sion: Behold thy Saviour cometh: behold his reward is with him, and his work before him. Who is this that cometh from Edom, with dyed garments from Bosra, this beautiful one in his robe, walking in the greatness of his strength. I, that speak justice, and am a defender to save. Why then is thy apparel red, and thy garments like theirs that tread in the winepress? I have trodden the winepress alone, and of the Gentiles there is not a man with me: I have trampled on them in my indignation, and have trodden them down in my wrath, and their blood is sprinkled upon my garments, and I have stained all my apparel. For the day of vengeance is in my heart, the year of my redemption is come. I looked about, and there was none to help: I sought, and there was none to give aid: and my own arm hath saved for me, and my indignation itself hath helped me. And I have trodden down the people in my wrath, and have made them drunk in my indignation, and have brought down their strength to the earth. I will remember the tender mercies of the Lord, the praise of the Lord for all the things that the Lord hath bestowed upon us, and for the multitude of his good things to the house of Israel, which he hath given them according to his kindness, and according to the multitude of his mercies.

II Lesson (Is 53: 1-12)

Lesson from Isaias the Prophet.

Who a hath believed our report? and to whom is the arm of the Lord revealed? And he shall grow up as a tender plant before him, and as a root out of a thirsty ground: there is no beauty in him, nor comeliness: and we have seen him, and there was no sightliness, that we should be desirous of him: Despised, and the most abject of men, a man of sorrows, and acquainted with infirmity: and his look was as it were hidden and despised, whereupon we esteemed him not. Surely he hath borne our infirmities and carried our sorrows: and we have thought him as it were a leper, and as one struck by God and afflicted. But he was wounded for our iniquities, he was bruised for our sins: the chastisement of our peace was upon him, and by his bruises we are healed. All we like sheep have gone astray, every one hath turned aside into his own way: and the Lord hath laid on him the iniquity of us all. He was offered because it was his own will, and he opened not his mouth: he shall be led as a sheep to the slaughter, and shall be dumb as a lamb before his shearer, and he shall not open his mouth. He was taken away from distress, and from judgment: who shall declare his generation? because he is cut off out of the land of the living: for the wickedness of my people have I struck him. And he shall give the ungodly for his burial, and the rich for his death: because he hath done no iniquity, neither was there deceit in his mouth. And the Lord was pleased to bruise him in infirmity: if he shall lay down his life for sin, he shall see a longlived seed, and the will of the Lord shall be prosperous in his hand. Because his soul hath laboured, he shall see and be filled: by his knowledge shall this my just servant justify many, and he shall bear their iniquities. Therefore will I distribute to him very many, and he shall divide the spoils of the strong, because he hath delivered his soul unto death, and was reputed with the wicked: and he hath borne the sins of many, and hath prayed for the transgressors.

The Passion of Our Lord Jesus Christ according to Luke. (Luke 22: 39-71 ; 23 1-53)

And going out, He went, according to His custom, to the Mount of Olives. And His disciples also followed Him. And when He was come to the place, He said to them: “Pray, lest ye enter into temptation.” And He was withdrawn away from them a stone’s cast. And kneeling down, He prayed. Saying: “Father, if Thou wilt, remove this chalice from Me: but yet not My will, but Thine be done.” And there appeared to him an angel from Heaven, strengthening Him. And being in an agony, He prayed the longer. And His sweat became as drops of blood, trickling down upon the ground. And when He rose up from prayer and was come to the disciples, He found them sleeping for sorrow. And He said to them: “Why sleep you? Arise: pray: lest you enter into temptation.” As He was yet speaking, behold a multitude; and he that was called Judas, one of the twelve, went before them and drew near to Jesus, for to kiss Him. And Jesus said to him: “Judas, dost thou betray the Son of man with a kiss?” And they that were about Him, seeing what would follow, said to Him: Lord, shall we strike with the sword? And one of them struck the servant of the high priest and cut off his right ear. But Jesus answering, said: “Suffer ye thus far.” And when He had touched his ear, He healed him. And Jesus said to the chief priests and magistrates of the temple and the ancients, that were come unto Him: “Are ye come out, as it were against a thief, with swords and clubs? When I was daily with you in the temple, you did not stretch forth your hands against Me: but this is your hour and the power of darkness.” And apprehending Him, they led Him to the high priest’s house. But Peter followed afar off. And when they had kindled a fire in the midst of the hall and were sitting about it, Peter was in the midst of them. Whom when a certain servant maid had seen sitting at the light and had earnestly beheld him, she said: This man also was with Him. But he denied Him, saying: Woman, I know Him not. And after a little while, another seeing him, said: Thou also art one of them. But Peter said: O man, I am not. And after the space, as it were of one hour, another certain man affirmed, saying: Of a truth, this man was also with Him: for he is also a Galilean. And Peter said: Man, I know not what thou sayest. And immediately, as he was yet speaking, the cock crew. And the Lord turning looked on Peter. And Peter remembered the word of the Lord, as He had said: Before the cock crow, thou shalt deny thrice. And Peter going out, wept bitterly. And the men that held Him mocked Him and struck Him. And they blindfolded Him and smote His face. And they asked Him saying: Prophesy: Who is it that struck Thee? And blaspheming, many other things they said against Him. And as soon as it was day, the ancients of the people and the chief priests and scribes came together. And they brought Him into their council saying: If Thou be the Christ, tell us. And He saith to them: “If I shall tell you, you will not believe Me. And if I shall also ask you, you will not answer Me, nor let Me go. But hereafter the Son of man shall be sitting on the right hand of the power of God.” Then said they all: Art Thou then the Son of God? Who said: “You say that I am.” And they said: What need we any further testimony? For we ourselves have heard it from His own mouth. And the whole multitude of them, rising up, led Him to Pilate. And they began to accuse Him, saying: We have found this man perverting our nation and forbidding to give tribute to Caesar and saying that He is Christ the king. And Pilate asked Him, saying: Art Thou the king of the Jews? But He answering, said: “Thou sayest it.” And Pilate said to the chief priests and to the multitudes: I find no cause in this man. But they were more earnest, saying: He stirreth up the people, teaching throughout all Judea, beginning from Galilee to this place. But Pilate hearing Galilee, asked if the man were of Galilee? And when he understood that He was of Herod’s jurisdiction, he sent Him away to Herod, who was also himself at Jerusalem in those days. And Herod seeing Jesus, was very glad: for he was desirous of a long time to see him, because he had heard many things of Him; and he hoped to see some sign wrought by Him. And he questioned Him in many words. But He answered him nothing. And the chief priests and the scribes stood by, earnestly accusing Him. And Herod with his army set Him at nought and mocked Him, putting on Him a white garment: and sent Him back to Pilate. And Herod and Pilate were made friends, that same day: for before they were enemies one to another. And Pilate, calling together the chief priests and the magistrates and the people, Said to them: You have presented unto me this man as one that perverteth the people. And behold I, having examined Him before you, find no cause in this man, in those things wherein you accuse Him. No, nor Herod neither. For, I sent you to him: and behold, nothing worthy of death is done to Him. I will chastise Him therefore and release Him. Now of necessity he was to release unto them one upon the feast day. But the whole multitude together cried out, saying: Away with this man, and release unto us Barabbas: Who, for a certain sedition made in the city and for a murder, was cast into prison. And Pilate again spoke to them, desiring to release Jesus. But they cried again, saying: Crucify Him, Crucify Him. And he said to them the third time: Why, what evil hath this man done? I find no cause of death in Him. I will chastise Him therefore and let Him go. But they were instant with loud voices, requiring that He might be crucified. And their voices prevailed. And Pilate gave sentence that it should be as they required. And he released unto them him who for murder and sedition had been cast into prison, whom they had desired. But Jesus he delivered up to their will. And as they led Him away, they laid hold of one Simon of Cyrene, coming from the country; and they laid the cross on him to carry after Jesus. And there followed Him a great multitude of people and of women, who bewailed and lamented Him. But Jesus turning to them, said: “Daughters of Jerusalem, weep not over Me; but weep for yourselves and for your children. For behold, the days shall come, wherein they will say: Blessed are the barren and the wombs that have not borne and the paps that have not given suck. Then shall they begin to say to the mountains: Fall upon us. And to the hills: Cover us. For if in the green wood they do these things, what shall be done in the dry?” And there were also two other malefactors led with Him to be put to death. And when they were come to the place which is called Calvary, they crucified Him there: and the robbers, one on the right hand, and the other on the left. And Jesus said: “Father, forgive them, for they know not what they do.” But they, dividing His garments, cast lots. And the people stood beholding. And the rulers with them derided Him, saying: He saved others: let Him save Himself, if He be Christ, the elect of God. And the soldiers also mocked Him, coming to Him and offering Him vinegar, And saying: If Thou be the king of the Jews, save Thyself. And there was also a superscription written over Him in letters of Greek and Latin and Hebrew THIS IS THE KING OF THE JEWS. And one of those robbers who were hanged blasphemed Him, saying: If Thou be Christ, save Thyself and us. But the other answering, rebuked him, saying: Neither dost thou fear God, seeing; thou art under the same condemnation? And we indeed justly: for we receive the due reward of our deeds. But this man hath done no evil. And he said to Jesus: Lord, remember me when Thou shalt come into Thy kingdom. And Jesus said to him: “Amen I say to thee: This day thou shalt be with Me in paradise.” And it was almost the sixth hour: and there was darkness over all the earth until the ninth hour. And the sun was darkened, and the veil of the temple was rent in the midst. And Jesus crying with a loud voice, said: “Father, into Thy hands I commend My spirit. And saying this, He gave up the ghost.”

(Here all akneel and pause for a few moments)

Now, the centurion, seeing what was done, glorified God, saying: Indeed this was a just man. And all the multitude of them that were come together to that sight and saw the things that were done returned, striking their breasts. And all His acquaintance and the women that had followed Him from Galilee stood afar off, beholding these things. And behold there was a man named Joseph who was a counselor, a good and a just man, (The same had not consented to their counsel and doings) of Arimathea, a city of Judea: who also himself looked for the kingdom of God. This man went to Pilate and begged the body of Jesus. And taking Him down, he wrapped Him in fine linen and laid Him in a sepulchre that was hewed in stone, wherein never yet any man had been laid.

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