Liturgia Diária- 26/03/2016

SOLENE VIGÍLIA DA RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

2435_7_461a9128bf787A Igreja, que vai anualmente renovando na liturgia os sucessos da vida do Salvador, dos quais nos convida a participar, celebra nas festas da Páscoa o aniversário de Jesus vitorioso sobre a morte. É o acontecimento central de toda a história, para onde converge toda a vida radiosa do Redentor, e o ponto culminante da vida da Igreja no seu ciclo litúrgico.A Ressurreição do Salvador é prova irrefragável da sua divindade, porque era necessário, com efeito, ser Deus para poder, como dizia Jesus, “dar a vida e tomá-la de novo”, e a base indestrutível da nossa fé.A Páscoa é a sanção definitiva da vitória da humanidade sobre a morte, a carne e o mundo. Porque, de direito, nós morremos e ressuscitamos com Jesus Cristo; de fato é a virtude operante dos mistérios da redenção que fecunda e transforma a vida íntima da Igreja e dos fiéis.Todos os anos, a Igreja, ao recordar-nos a ressurreição do Senhor e o batismo que nos permitiu a participação definitiva deste grande mistério, mergulha-nos, por assim dizer, num banho novo que nos regenera e transforma para a vida nova da graça. Por este motivo a Páscoa Cristã, mais que o aniversário de um acontecimento histórico, é o prolongamento da ressurreição do Senhor. O Martirológico Romano, com efeito, proclama “que a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é a solenidade das solenidades e a nossa páscoa”, fórmula que encerra a réplica perfeita do mistério do Natal. Porque se no Natal devemos nascer com o Senhor para a vida divina que desceu com ele à terra, na Páscoa com igual razão devemos ressuscitar para a vida nova que nos mereceu com a sua Paixão. Isto permite-nos compreender que a Igreja tenha escolhido a Páscoa para se dedicar com carinho verdadeiramente maternal à formação daqueles que são, na frase de São Paulo, os filhos “rescém-nascidos” das chagas do Senhor, alimentando-os com o pão novo e instruindo-os nas coisas da vida sobrenatural. “Se ressuscitastes com Cristo, procurai o que é do alto, da vida nova a que fostes chamados, e não o que é da terra”. “Mortificai os apetites da carne, despojai-vos do homem velho, revesti-vos do novo”. Quando puserdes a túnica branca do batismo, pensais que deveis conservar sempre a brancura da vossa alma, diz Santo Agostinho.O tempo pascal deve ser, pois, para nós todos um período de renovação. Deve ser a imagem da vida no céu. A vida sobrenatural e a vida dos batizados deve ser a terra a antevisão, a ante-experiência dulcíssima da ressurreição final e da posse definitiva da pátria celeste, onde Jesus nos precedeu para nos preparar o lugar.A liturgia convida-nos a acompanhar as várias aparições do Senhor: no sepulcro em Emaús, na Galiléia e no Cenáculo; e apresenta-no-lo lançando os fundamentos da Igreja e preparando os Apóstolos para o mistério da Ascensão. No dia seguinte ao Sábado, ainda com o lusco-fusco, Maria Madalena e mais duas santas mulheres foram ao sepulcro. Era o primeiro dia da semana judaica: o Domingo de Páscoa. Um anjo havia movido a pedra que tapava o sepulcro e os guardas fugiram com medo. Madalena, ao ver o túmulo aberto e vazio, corre a advertir Pedro e João, que ficaram em Jerusalém, de que tinham roubado o Senhor. Entretanto o anjo havia anunciado as outras duas que Jesus ressuscitara. Pedro e João voam ao sepulcro e constatam dolorosamente a falta do Mestre. O corpo de Jesus não estava ali. Tinham no roubado certamente. Madalena, que regressara depressa, quer ver de novo o sepulcro. Talvez se tivesse enganado. E senão há de ver e beijar pelo menos o local onde repousara o corpo de seu amigo. E viu, não Cristo morto nem o lugar vazio, mas o Cristo vivo e ressuscitado. À tarde deste mesmo dia, dois discípulos que desciam para Emaús, vêem também o Mestre e veem anunciar a boa nova aos apóstolos que por sua vez lhe dizem de sua aparição a Pedro. Depois apareceu no Cenáculo. E depois de oito dias volta a aparecer-lhes para reprender e confirmar na fé a incredulidade de Tomé. Depois da oitavas de Páscoa, regressando os Apóstolos a Galiléia, o Senhor aparece nas praias do mar aos sete que pescavam e revela-se igualmente a quinhentos discípulos numa montanha que previamente lhes designara e que terá sido o Tabor ou, com maior probabilidade, qualquer colina nas margens do lago, como as das bem-aventuranças.O Evangelho do Segundo Domingo depois da Páscoa refere-nos a parábola do Bom pastor, e muito a propósito, a seguir o batismo dos neófitos. Os três domingos seguintes e o da vigília da Ascensão são tirado dos capítulos 16 e 17 de São João, quer dizer, do discurso da Ceia, em que o Senhor fala aos Apóstolos da Ascensão, da vinda do Espírito Santo e da sua nova presença entre os discípulos.O Tempo Pascal é, por assim dizer, um longo dia de festa que vai da vigília Pascal até o Sábado depois de Pentecostes, e em que se celebram sucessivamente os mistérios da ressurreição e da Ascensão do Salvador, tendo por Epílogo a Solenidade de Pentecostes. A data da Páscoa de que dependem as demais festas móveis, foi objeto das decisões conciliares. Tendo o Senhor padecido e julgado na Páscoa Judaica e devendo a solenidade do novo mistério substituir na idade nova os velhos ritos judaicos, houve a Igreja por bem conservar para a Páscoa Cristã o modo de contar dos judeus. Ora entre o ano lunar, que eles seguem, e o Solar há uma diferença de onze dias, que obriga a festa da Páscoa a oscilar entre 22 de Março e 25 de Abril.Durante o tempo pascal, a Igreja adorna-se com profusão e os órgãos que na quaresma se conservavam emudecidos ressoam de novo nas abóbadas engalanadas dos templos. O Alleluia, que é o cântico por excelência do ciclo pascal, enche as almas de alegria e plenitude. Ao asperges substitui-se o Vide aquam, evocativo da água e do sangue que correram do lado de Jesus símbolo do Batismo e da Eucaristia. Não há jejum e o Regina Coeli recita-se de pé, como convém a vencedores. Até a Ascensão o Círio Pascal, símbolo da presença visível de Jesus, ilumina e aquece com a sua chama radiosa a assembléia dos fiéis; e os paramentos brancos, sinal da graça da ressurreição, alegram as funções do culto.Outrora, a Igreja proibia no tempo pascal as festas dos santos menos notáveis para não distrair a atenção dos fiéis da contemplação de Jesus Triunfante. Mas para os apóstolos e mártires compôs-se missa especial, por terem sido eles quem de mais perto se associou as lutas e vitórias de Cristo. Os Mártires sobretudo, nesta parte do ano, formam o cortejo do divino ressuscitado. A liturgia da noite pascal era em outros tempos das mais importantes do ano. Durante a tarde do Sábado Santo, reunia-se os fiéis na Igreja de São João do Latrão, para o último escrutínio dos catecúmenos. Depois, à noite, começava a vigília ou a vela Pascal, que terminava ao romper da alva com o batismo solene: submergidos ou sepultados com Cristo nas águas batismais, os neófitos nasciam para a vida na graça a hora em que o Salvador saía triunfante do sepulcro, ao alvorecer do dia de Páscoa. Seguia-se a Missa: toda a comunidade dos fiéis celebrava o sacrifício da redenção, nas ações de graças e nas alegrias da ressurreição. No século XIII, começou a celebração da vigília pascal a ser antecipada para o sábado de manhã. Pela recente reforma feita pela Santa Sé, passou-se de novo para o meio da noite de Páscoa. Voltando assim ao seu verdadeiro lugar, a antiga liturgia readquire todo o seu significado e permite ao povo cristão reviver, com mais perfeita compreensão, o mistério de graça e de luz em que se renova, de ano para ano, a vida dos batizados.

LEITURAS/LESSONS

I Leitura (Gn 1, 1-31 e 2, 1-2)

Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias: No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.” E assim se fez. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente.” E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”. E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia. Deus disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do
firmamento dos céus.” Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom. E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.” Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quinto dia. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie.” E assim se fez. Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.” Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que
contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia. Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército. Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho.

II Leitura (Ex 14,24-31 e 15,1)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias: À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.” O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.” Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico:

Cântico (Ex 15: 1-3)

Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei. O Senhor é o herói dos combates. Senhor é o seu nome.

III Leitura (Is 4, 2-6)

Leitura do profeta Isaías.

Naquele tempo, aquilo que o Senhor fizer crescer será o ornamento e a glória, e o fruto da terra será o orgulho e o ornato daqueles de Israel que foram salvos. O que restar de Sião, os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos, e todos os que estiverem computados entre os vivos em Jerusalém. Quando o Senhor tiver lavado a imundície das filhas de Sião, e apagado de Jerusalém as manchas de sangue pelo sopro do direito e pelo vento devastador, o Senhor virá estabelecer-se sobre todo o monte Sião e em suas assembleias: de dia como uma nuvem de fumaça, e de noite como um fogo flamejante. Porque sobre todos se estenderá a glória do Senhor, como a cobertura de uma tenda, à guisa de sombra contra o calor do dia, e de refúgio e abrigo contra a procela e a chuva.

Cântico (Is 5, 1,2,7a)

Meu amado possuía uma vinha num outeiro fértil. Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel

IV Leitura (Dt 31, 22-30)

Leitura do Livro do Deuteronômio.

Naqueles dias:Nesse mesmo dia, Moisés redigiu o cântico e o ensinou aos israelitas. O Senhor deu a Josué, filho de Nun, as seguintes ordens: Mostra-te varonil e corajoso, porque tu introduzirás os israelitas na terra que lhes jurei dar; e estarei contigo. Quando Moisés acabou de escrever todo o texto dessa lei, deu aos levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, esta ordem: Tomai este livro da lei e colocai-o ao lado da arca da aliança do Senhor, vosso Deus, para aí servir de testemunho contra ti, porque conheço teu espírito de revolta e sei que tens a cerviz dura. Se hoje, que ainda estou vivo no meio de vós, sois rebeldes ao Senhor, quanto mais o sereis depois de minha morte. Reuni junto de mim todos os anciães de vossas tribos e vossos magistrados: dirigir-lhes-ei estas palavras e tomarei o céu e a terra como testemunhas contra eles. Pois sei que depois de minha morte vos corrompereis certamente e vos desviareis do caminho que vos tracei; sei que virão males sobre vós no decorrer dos tempos, porque fareis o mal aos olhos do Senhor, irritando-o com o vosso proceder. Então pronunciou Moisés até o fim este cântico, em presença da assembléia:

Cântico (Dt 32, 1-4)

Estai atentos, ó céus, eu vou falar. E a terra ouça as palavras de minha boca. Derrame-se como chuva a minha doutrina, espalhe-se como orvalho a minha palavra, como aguaceiro sobre os campos verdejantes, como chuvarada sobre a relva. Porque vou proclamar o nome do Senhor, dar glória ao nosso Deus! Ele é o rochedo, perfeita é a sua obra, justos, todos os seus caminhos; é Deus de lealdade, não de iniqüidade, ele é justo, ele é reto.

Epístola (Col 3, 1-4)

Leitura da Epístola de São Apóstolo aos Colossenses.

Naqueles dias: Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória.

Terminada a Epístola o celebrante entoa, elevando a voz gradualmente:

ALELUIA!

ALELUIA!

ALELUIA!

O coro responde no mesmo tom do celebrante e depois continua: 

Salmo 117,1

Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia.

Prossegue-se com o Trato. 

Evangelho

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele Tempo: Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vo-lo disse.

In English

I Lesson (Gen. 1: 1-31 and 2: 1-2)

Lesson from the Book of the Genesis. 

In the beginning God created Heaven and earth: and the earth was void and empty, and darkness was upon the face of the deep, and the Spirit of God moved over the waters. And God said, Be light made; and light was made. And God saw the light that it was good: and He divided the light from the darkness; and He called the light day and the darkness night: and there was evening and morning, one day. And God said, Let there be a firmament made amidst the waters, and let it divide the waters from the waters. And God made a firmament, and divided the waters that were under the firmament from those that were above the firmament: and it was so. And God called the firmament Heaven; and the evening and morning were the second day. God also said, Let the waters that are under the heavens be gathered together into one place, and let the dry land appear: and it was so done. And God called the dry land Earth, and the gathering together of the waters He called Seas: and God saw that it was good. And He said, Let the earth bring forth the green herb, and such as may seed, and the fruit-tree yielding fruit after its kind, which may have seed in itself upon the earth; and it was so done. And the earth brought forth the green herb, and such as yielded seed according to its kind, and the tree that beareth fruit, having seed each one according to its kind: and God saw that it was good; and the evening and the morning were the third day. And God said, Let there be lights made in the firmament of heaven to divide the day and the night, and let them be for signs, and for seasons, and for days, and years; to shine in the firmament of heaven, and to give light upon the earth: and it was so done. And God made two great lights, a greater light to rule the day, and a lesser light to rule the night; and the stars; and He set them in the firmament of heaven to shine upon the earth, and to rule the day and the night, and to divide the light and the darkness; and God saw that it was good; and the evening and the morning were the fourth day. God also said, Let the waters bring forth the creeping creature having life, and the fowl that may fly over the earth under the firmament of Heaven. And God created the great whales, and every living and moving creature, which the waters brought forth, according to their kinds, and every winged fowl according to its kind: and God saw that it was good. And He blessed them, saying, Increase and multiply, and fill the waters of the sea, and let the birds be multiplied upon the earth: and the evening and morning were the fifth day. And God said, Let the earth bring forth the living creature in its kind, cattle and creeping things, and beasts of the earth, according to their kinds: and it was so done. And God made the beasts of the earth according to their kinds, and cattle, and every thing that creepeth on the earth after its kind: and God saw that it was good. And He said, Let us make man to our image and likeness: and let him have dominion over the fishes of the sea, and the fowls of the air, and the beasts, and the whole earth, and every creeping creature that moveth upon the earth. And God created man to His own image; to the image of God He created him; male and female He created them. And God blessed them, saying, increase and multiply, and fill the earth, and subdue it, and rule over the fishes of the sea, and the fowls of the air, and all living creatures that move upon the earth. And God said, Behold, I have given you every herb bearing seed upon the earth, and all trees that have in themselves seed of their own kind, to be your meat; and to all the beasts of the earth, and to every fowl of the air, and to all that move upon the earth and wherein there is life, that they may have to feed upon: and it was so done. And God saw all the things that He had made, and they were very good: and the evening and morning were the sixth day. So the heavens and the earth were finished, and all the furniture of them. And on the seventh day God ended His work which He had made; and He rested on the seventh day from all His work which He had done.

II Lesson (Ex. 14:24-31 and 15:1)

Lesson from te Book of the Exodus.

In those days, the morning watch was come, and behold the Lord, looking upon the Egyptian army through the pillar of fire and of the cloud, slew their host, and overthrew the wheels of the chariots, and they were carried into the deep. And the Egyptians said, Let us flee from Israel, for the Lord fighteth for them against us. And the Lord said to Moses, Stretch forth thy hand over the sea, that the waters may come again upon the Egyptians, upon their chariots and horsemen. And when Moses had stretched forth his hand toward the sea, it returned, at the first break of day, to the former place; and as the Egyptians were fleeing away, the waters came upon them, and the Lord shut them up in the middle of the waves. And the waters returned, and covered the chariots and the horsemen of all the army of Pharao, who had come into the sea after them, neither did there so much as one of them remain. But the children of Israel marched through the midst of the sea upon dry land, and the waters were to them as a wall on the right hand and on the left: and the Lord delivered Israel in that day out of the hand of the Egyptians. And they saw the Egyptians dead upon the seashore, and the mighty hand that the Lord had used against them: and the people feared the Lord, andthey believed the Lord, and Moses His servant. Then Moses and the children of Israel sung this canticle to the Lord and said:

Canticle (Ex. 15: 1-3)

Let us sing to the Lord, for He is gloriously magnified: the horse and the rider He hath thrown into the sea: He is become my helper and protector unto salvation. V. He is my God, and I will glorify Him: the God of my Father, and I will exalt Him. V.The Lord crushing wars; the Lord is His name.

III Lesson (Is. 4: 2-6)

Lesson from Isaias the Prophet. 

In that day, seven women shall take hold of one man, saying, We will eat our own bread, and wear our own apparel only let us be called by thy name; take away our reproach. In that day, the bud of the Lord shall be in magnificence and glory, and the fruit of the earth shall be high, and a great joy to them that shall have escaped of Israel. And it shall come to pass, that every one that shall be left in Sion, and that shall remain in Jerusalem, shall be called holy, every one that is written in life in Jerusalem. If the Lord shall wash away the filth of the daughters of Sion, and shall wash away the blood of Jerusalem out of the midst thereof, by the spirit of judgment, and by the spirit of burning. And the Lord will create upon every place of Mount Sion, and where He is called upon, a cloud by day, and a smoke and the brightness of a flaming fire in the night; for over all the glory shall be a protection. And there shall be a tabernacle for a shade in the daytime from the heat, and for a security and covert from the whirlwind and from rain.

Canticle (Is. 5: 1-2, 7)

The beloved had a vineyard on a hill in a fruitful place. V. And he surrounded it with a wall, and dug round about it, and he planted the vine of Sorec, and built a tower in the midst of it. V. And he dug a wine-press therein: for the vineyard of the Lord of hosts is the house of Israel.

IV Lesson (Dt. 31: 22-30)

Lesson from the Book of the Deuteronomy. 

In those days, Moses wrote the canticle and taught it the children of Israel. And the Lord commanded Josue the son of Nun, and said, Take courage, and be valiant; for thou shalt bring the children of Israel into the land which I have promised, and I will be with thee. Therefore after Moses had wrote the words of this law in a volume, and finished it; he commanded the Levites, who carried the ark of the covenant of the Lord, saying, Take this book, and put it in the side of the ark of the covenant of the Lord your God, that it may be there for a testimony against thee. For I know thy obstinacy, and thy most stiff neck. While I am yet living, and going in with you, you have always been rebellious against the Lord; how much more when I shall be dead? Gather unto me all the ancients of your tribes, and your doctors, and I will speak these words in their hearing, and will call heaven and earth to witness against them. For I know that, after my death, you will do wickedly, and will quickly turn aside from the way that I have commanded you: and evils shall come upon you in the latter times, when you shall do evil in the sight of the Lord, to provoke Him by the works of your hands. Moses therefore spoke, in the hearing of the whole assembly of Israel, the words of this canticle, and finished it even to the end.

Canticle (Dt. 32: 1-4)

Hear, O Heaven, and I will speak: and let the earth give ear to the words out of my mouth. V. Let my speech be expected like rain; and my words descend like dew. V. As a shower upon the grass, and like snow upon hay: because I will invoke the name of the Lord. V. Give ye magnificence to our God: God’s works are true, and all His ways are judgments. V.God is faithful, in whom there is no iniquity: the Lord is just and holy.

Epistle (Col. 3: 1-4)

Lesson from the Epistle of blessed Paul the Apostle to the Colossians.

Brethren, if you be risen with Christ, seek the things that are above, where Christ is sitting at the right hand of God. Mind the things that are above, not the things that are upon the earth. For you are dead, and your life is hid with Christ in God. When Christ shall appear, Who is your life, then you also shall appear with Him in glory.

When the Epistle is ended the celebrant intones the Alleluia, which Holy Church has omitted since Septuagesima, the first of her days of penitential rite. He sings it three times, commencing a tone higher each time, and the choir repeats it after him, each time in the same tone.

Alleluia!

Alleluia!

Alleluia!

The choir then takes up the following Verse and Tract:

Psalm 117: 1

Give praise to the Lord, for He is good: for His mercy endureth for ever.

It continues with the tract.

 

Gospel (Matt. 28: 1-7)

The continuation of the holy Gospel according to Matthew. 

And in the end of the Sabbath, when it began to dawn toward the first day of the week, came Mary Magdalen and the other Mary to see the sepulchre. And behold there was a great earthquake. For an angel of the Lord descended from heaven; and coming, rolled back the stone, and sat upon it: and his countenance was as lightning and his raiment as snow. And for fear of him, the guards were struck with terror, and became as dead men. And the angel answering, said to the women, Fear not you, for I know that you seek Jesus, Who was crucified. He is not here: for He is risen, as He said. Come and see the place where the Lord was laid. And going quickly, tell ye His disciples that He is risen; and behold He will go before you into Galilee: there you shall see Him. Lo, I have foretold it to you.

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