Liturgia Diária- Domingo de Pentecostes

Festa de 1ª Classe- Missa Própria

Lançara Jesus os fundamentos da Igreja e enriquecera-a com seus poderes. Faltava ainda o Espírito Santo para acabar a formação dos apóstolos. “O Espírito Santo virá sobre vós. Deixai-vos ficar, pois, na cidade até receberes a força do alto.” A festa de hoje é a festa comemorativa da expansão da Igreja no mundo.

Dissera o divino mestre que o divino Paráclito viria e a Epístola mostra-nos o cumprimento da promessa. Era a hora terça, por volta de nove horas da manhã, quando se faz de repente sentir um vento impetuoso que encheu toda a casa, e línguas de fogo desceram sobre os apóstolos.

Iluminados por esta luz e a transbordar por este fogo sagrado os apóstolos sentem-se novos e vão realmente renovar a face da terra. Este dom maravilhoso consistem para cada um de nós na plenitude da graça que recebemos no batismo e que se vai progressivamente desenvolvendo e ampliando até a maturação perfeita do céu Para os apóstolos era isto mesmo com mais o dever, de que a nossa dignidade e a nossa vocação, com mais o dever de a transmitir a todos os homens. Remissão dos pecados, justificação, redenção, filiação divina, caridade cristã, comunhão dos santos, tudo isto, que constitui a riqueza e a vida da Igreja, nos foi e continuará a ser dado pelos sucessores dos apóstolos.

O Pentecostes neste sentido não é apenas uma data comemorativa de um acontecimento passado, mas uma realidade presente, sempre viva no seio da Igreja e em nós. “Vinde Espírito Santo e enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.”


Páginas 542 a 549 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre, 1963).


LEITURAS/LESSONS

Epístola (At 2, 1-11 )

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naquele tempo: Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judeia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,  judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!

Sequência  (Estevão Lagnton, arcebispo de Cantunária, 1228)

Veni, Sancte Spiritus,                               Vinde Santo Espírito
et emitte caelitus,                                 e mandai-nos, lá do céu
lucis tuae radium.                               um raio da Vossa Luz

Veni, pater pauperum,                               Vinde até nós, Pai dos pobres,
veni, dator munerum,                               caudal de todos os dons,
veni, lumen cordium.                               e fulgor dos corações.

Consolator optime,                               Ó Consolador supremo,
dulcis hospes animae,                               hóspede santo das almas,
dulce refrigerium.                               refrigério dulcíssimo.

In labore requies,                               No trabalho sois descanso,
in aestu temperies,                               a calma na turbação,
in fletu solatium.                               sois bálsamo no pranto.

O lux beatissima,                               inundai, ó luz santíssima,
reple cordis intima,                               os lugares mais profundos,
tuorum fidelium.                               das vossas almas fiéis.

Sine tuo numine,                               Sem a Vossa proteção,
nihil est in homine,                               nada subsiste no homem,
nihil est innoxium.                               sem a jaça do pecado.

Lava quod est sordidum,                               Lavai toda a impureza
riga quod est aridum,                               fecundai toda a aridez,
sana quod est saucium.                               curai todas as feridas.

Flecte quod est rigidum,                               Curvai-nos o nosso orgulho,
fove quod est frigidum,                               fundi-nos o nosso gelo,
rege quod est devium.                               velai o nosso extravio.

Da tuis fidelibus,                               Dá a Vossos fiéis,
in te confidentibus,                               que em Vós confiam,
sacrum septenarium.                               os sete dons sagrados.

Da virtutis meritum,                               Coroai-lhes a virtude,
da salutis exitum,                               dai-lhes o porto da glória,
da perenne gaudium,                                e a alegria que não finda. 

Amen. Aleluia. 

Evangelho  (Jo 14, 23-31)

Sequência do Santo Evangelho segundo João.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.

In English

Epistle (Acts 2: 1-11)

Lesson from the Acts of the Apostles.

When the days of the Pentecost were accomplished, they were all together in one place and suddenly there came a sound from heaven, as of a mighty wind coming, and it filled the whole house where they were sitting. And there appeared to them parted tongues as it were of fire, and it sat upon every one of them and they were all filled with the Holy Ghost, and they began to speak with divers tongues, according as the Holy Ghost gave them to speak. Now there were dwelling at Jerusalem Jews, devout men, out of every nation under heaven, And when this was noised abroad, the multitude came together, and were confounded in mind, because that every man heard them speak in his own tongue. And they were all amazed, and wondered, saying: Behold, are not all these that speak Galileans? And how have we heard every one of our own tongues wherein we were born? Parthians and Medes, and Elamites, and inhabitants of Mesopotamia, Judea and Cappadocia, Pontus and Asia, Phrygia, and Pamphylia, Egypt, and the parts of Lybia about Cyrene, and strangers of Rome, Jews also, and Proselytes, Cretes, and Arabians: we have heard them speak in our own tongues the wonderful works of God.

Sequence ( Stephen Langton, archbishop of Canterbury, 1228)

Veni, sancte Spíritus,
Et emítte cælitus
Lucis tuæ rádium.
Veni pater páuperum,
Veni dator múnerum,
Veni lumen córdium.
Consolátor óptime,
Dulcis hospes ánimæ,
Dulce refrigérum.
In labóre réquies,
In æstu tempéries,
In fletu solátium.
O Lux beatíssima,
Reple cordis íntima
Tuórum fidélium.
Sine tuo númine,
Nihil est in hómine,
Nihil est innoxium.
Lava quod est sórdidium,
Riga quod est áridum,
Sana quod est sáucium.
Flecte quod est rígidium,
Fove quod est frígidium,
Rege quod est dévium.
Da tuis fidélibus,
In te confidéntibus,
Sacrum septenárium.
Da virtutútis méritum,
Da salútis éxitum,
Da perénne gáudium.
Amen. Allelúja.
Come Thou Holy Spirit, come,
And from Thy celestial home
Shed a ray of light divine.
Come, Thou Father of the poor,
Come, Thou source of all our store,
Come, within our bosoms shrine,
Thou of Comforters the best,
Thou the soul’s delightful guest,
Sweet refreshment here below.
In our labor rest most sweet,
Pleasant coolness in the heat,
Solace in the midst of woe.
O most blessed Light divine,
Shine within these hearts of Thine,
And our inmost being fill.
Where Thou art not, man hath nought,
Nothing good in deed or thought,
Nothing free from taint of ill.
Heal our wounds, our strength renew,
On our dryness pour Thy dew,
Wash the stains of guilt away.
Bend the stubborn heart and will,
Melt the frozen, warm the chill,
Guide the steps that go astray.
On Thy faithful who adore,
And confess Thee evermore,
In Thy sevenfold gifts descend.
Give them virtue’s sure reward,
Give them Thy salvation, Lord,
Give them joys that never end.
Amen. Alleluia.

Gospel (John 14: 23-31)

The continuation of the holy Gospel according to John.

At that time Jesus said to His disciples, “If any one love Me, he will keep My word, and My Father will love him, and We will come to him and will make Our abode in him: he that loveth Me not, keepeth not My words. And the word which you have heard is not Mine: but the Father’s who sent Me. These things have I spoken to you, abiding with you. But the Paraclete, the Holy Ghost, whom the Father will send in My Name, He will teach you all things, and bring all things to your mind, whatsoever I shall have said to you. Peace I leave with you, My peace I give unto you: not as the world giveth, do I give unto you. Let not your heart be troubled, nor let it be afraid. You have heard that I said to you: I go away, and I come unto you. If you loved Me, you would indeed be glad, because I go to the Father: for the Father is greater than I. And now I have told yon’ before it come to pass: that when i shall come to pass you may believe. I will not now speak many things with you. For the prince of this world cometh, and in Me he hath not any thing. But that the world may know that I love the Father, and as the Father hath given Me commandment so do I.”

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