Liturgia Diária- 12/08/2017

SANTA CLARA DE ASSIS, Virgem

Festa de 3ª Classe- Missa “Dilexisti”, com orações próprias

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De família rica, resolveu fugir de casa aos 19 anos de idade para se consagrar a Deus, já que seus pais eram contra tal vocação. Na noite de 18 de março de 1212, apresentou-se na pequena igreja de Santa Maria dos Anjos, onde são Francisco e seus frades a aguardavam. Cortaram-lhe seus lindos cabelos e daneram-lhe um grosseiro hábito de lã crua para vestir.

Nessa noite, Clara fez votos de pobreza, castidade e obediência. São Francisco a levou a um mosteiro beneditino e, mais tarde, para o paupérrimo mosteiro de São Damião, onde se abrigavam monjas. Mais tarde, sua mãe e suas irmãs, Ortolana e Beatriz seguiram o mesmo caminho. Deu-se início então às Clarissas, que têm como princípio viver o ideal franciscano de pobreza e hoje somam cerca de 19 mil religiosas, espalhadas por todo o mundo.

Certa vez, São Francisco pediu que Clara rezasse a Deus para que ele soubesse o que mais lhe agradava: dedicar-se à oração ou à pregação. Depois de muita oração, segundo contam os Fioretti, Cristo disse a Clara que Francisco deveria orar mas peregrinar, pois não foi só a ele que escolheu, mas também a outros que deveriam conhecer a Palavra Divina.

Francisco morreu em 1226. Clara conseguiu que seu corpo fosse introduzido na clausura para que as Clarissas pudessem contemplá-lo. Certo dia, Clara teve o privilégio de ver, projetadas nas paredes da cela sem enfeites, as imagens do santo e os ritos das solenes funções que se desenvolviam em Santa Maria dos Anjos.

Devido a essas visões que Clara teve, recebeu o título de protetora da televisão. Viveu mais 27 anos após a morte de Francisco. Dois anos depois de sua morte em 1253, Clara foi canonizada.

LEITURAS

Epístola (II Cor 10, 17-18; 11, 1-2)

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Irmãos: quem se gloria, glorie-se no Senhor. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.  Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.

Evangelho (Mt 25, 1-13)

Sequência do Santo Evangelho segundo Mateus. 

Naquele tempo, disse Jesus a Seus discípulos: o Reino dos céus é semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

 

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