Liturgia Diária- 13/03/2018

TERÇA-FEIRA DA 4ª SEMANA DA QUARESMA

Féria de 4ª Classe- Missa Própria

Novo Moisés, Jesus é o legislador e salvador do seu povo. Transmite ensinamentos, que vêm de Deus, e legisla como quem tem autoridade. A despeito das resistências, procede como chefe e leva a diante sua obra. Abona-se da autoridade de Moisés, e , como ele e ainda mais do que ele, da autoridade de Deus, que o enviou. Escapa aos seus adversários, que nada podem contra Ele, até que chegue a hora, em que o Mediador e Intercessor todo poderoso se entregue espontaneamente, oferecendo a vida pela salvação dos homens.


Páginas 268 a 272 do Missal Quotidiano (D. Gaspar Lefebvre).


 Missa às 18:30 horas na Capela São Judas Tadeu.


LEITURAS

Leitura (Ex 32, 7-14)


A oração de Moisés acalma a cólera divina; a de Jesus, na cruz, obtém o perdão de Deus para todos os homens.


Leitura do Livro de Êxodo.

Naqueles dias: O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.” Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo. Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.” E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.

Evangelho (Jo 7, 14-31)


Assediado pelos adversários, Jesus confunde-os. Subjuga-os com a grandeza da sua missão e da sua pessoa. Ninguém ousa lançar-lhe a mão, e muitos creem em sua palavra.


Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e pôs-se a ensinar. Os judeus se admiravam e diziam: Este homem não fez estudos. Donde lhe vem, pois, este conhecimento das Escrituras? Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se a minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo. Quem fala por própria autoridade busca a própria glória, mas quem procura a glória de quem o enviou é digno de fé e nele não há impostura alguma. Acaso não foi Moisés quem vos deu a lei? No entanto, ninguém de vós cumpre a lei!… Por que procurais tirar-me a vida? Respondeu o povo: Tens um demônio! Quem procura tirar-te a vida? Replicou Jesus: Fiz uma só obra, e todos vós vos maravilhais! Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não é de Moisés, mas dos patriarcas), e até no sábado circuncidais um homem! Se um homem recebe a circuncisão em dia de sábado, e isso sem violar a Lei de Moisés, por que vos indignais comigo, que tenho curado um homem em todo o seu corpo em dia de sábado? Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça. Algumas das pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a vida? Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que ele é o Cristo? Mas este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja. Enquanto ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!… Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou. Procuraram prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora. Muitos do povo, porém, creram nele e perguntavam: Quando vier o Cristo, fará mais milagres do que este faz?

 

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