Classificação útil para a direção espiritual

A pedido do Prof. Carlos Ribeiro, publicamos algumas orientações aos fiéis em relação à última formação de fiéis (A alma do apostolado).


Classificação útil para a direção espiritual

Cada alma é um mundo à parte, com os seus matizes próprios. Entretanto, os cristãos podem ser classificados em vários grupos. Por nos parecer útil, sobretudo para os diretores espirituais, damos a seguir esta classificação, adotando como pedra de toque, de um lado, o pecado ou a imperfeição e, de outro, a oração. Continuar lendo

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O Tempo do Natal

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O Verbo desde toda a eternidade gerado pelo Pai elevou a união pessoal com ele o fruto Bendito do seio Virginal de Maria; quer dizer que a natureza humana e divina se ligaram em Jesus na unidade duma só pessoa que é a segunda da Santíssima Trindade e visto que quando se fala de filiação é a pessoa a que se designa, deve dizer-se que Jesus é o filho de Deus, porque a sua pessoa é divina: É o Verbo incarnado. Daqui se segue que Maria é com razão chamada Mãe de Deus, não porque gerou a humanidade que o Verbo uniu a si no mistério da incarnação. Compreendemos então que a Igreja cante na Missa o Solene Intróito: “Tu és meu filho, Eu hoje te gerei”. 

Filho Eterno de Pai, constantemente gerado por ele na Eternidade, Cristo continua a sê-lo no dia do se nascimento sobre a Terra, revestido da nossa humanidade. É no meio da noite que Maria dá a lua a seu filho divino e o coloca no presépio. Por isso celebra-se a Missa da meia-noite, e a estação faz-se na Basílica de Santa Maria maior, no altar onde se conservam as relíquias do Presépio.

Este nascimento de Cristo em plena noite é simbólico: “Deus nascido de Deus, Luz nascida da luz” (Credo), Cristo dissipa as trevas do pecado; “É a verdadeira luz” cujo esplendor ilumina os olhos de nossa alma, para que enquanto conhecemos a Deus de uma maneira visível, por ele sejamos arrebatados ao amor das coisas invisíveis. Veio arrancar-nos da impiedade e dos prazeres do mundo e ensinar-nos a merecer, pela dignidade da vida neste mundo a feliz esperança que nos foi prometida. Será em plena luz que se realizará a vinda da glória de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Natal é aparição na noite do mundo da Luz Divina, cujo o fulgor, em nós, e em volta de nós, se estende até o fim dos tempos.

Porquê, pergunta São Gregório, este recenseamento, no momento do nascimento do Senhor, senão para nos dar a entender que é a aparição na carne d’aquele que, um dia, deve recensear na eternidade os seus eleitos? O aparecimento do Homem Deus durante a noite é a figura de sua vinda no fim do mundo. Di-lo o próprio Jesus: Nomeio da noite far-se-á ouvir um clamor: Eis que vem o Esposo, ide ao seu encontro, e as almas que estiveram esperado por ele entrarão para as bodas eternas, enquanto que as outras dirá: Não vos conheço (Parábola das Virgens).

Exposição Dogmática

Se o Tempo do Advento nos faz aspirar à dupla vinda do filho de Deus, o Natal celebra o aniversário do seu nascimento em Belém e prepara-nos para a vinda final em que virá julgar-nos.

 A partir do natal, o Ciclo Litúrgico segue passo a passo Jesus na sua obra de redenção, para que a Igreja enriquecidas com as graças que dimanam de cada um dos mistérios da vida de Cristo, seja, como diz São Paulo, a Esposa sem mancha, sem rugas, santa e imaculada, que Ele poderá apresentar ao Pai, quando vier, no fim do mundo, para nos introduzir no seu reino. Esta nova vinda de cristo, celebrada pelo último domingo depois de Pentecostes, é o término de todas as festas do calendário Cristão.

Percorrendo as páginas que o missal e o breviário consagraram no tempo do Natal, verificamos serem especialmente consagradas aos mistérios da infância de Jesus. A Liturgia celebra a manifestação ao povo judeu e pagão (Natal e Epifania) do grande mistério da Encarnação do Verbo. Este mistério que consiste na união de Jesus, do verbo “gerado da substância do Pai antes de todos os séculos” com a humanidade “gerada da substância de sua mãe nos tempos”, completa-se pela união de nossa almas com Cristo que nos gera para a vida divina. A todos os que o receberam deu-lhes o poder se tornarem filhos de Deus. O verbo que recebe desde toda eternidade a natureza divina de Deus Pai eleva até si toda a humanidade de Jesus e de todo o corpo místico, faz- se de modo particular o objeto das preocupações da Igreja nesta época.

Liturgia Diária- 14/05/2016

VIGÍLIA DE PENTECOSTES

1ª Classe- Missa Própria

Cathedra-HolySpirit
Tempo Pascal
Exposição Dogmática: Pentecostes

A Páscoa e o Pentecostes podem considerar-se realmente pastes integrantes da mesma festa, d festa da vitória de Cristo, da sua entrada triunfal na Glória e do começo da expansão da Igreja iniciado pela descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos. A Ressurreição, a Ascensão e o Pentecostes, são partes do mesmo mistério, o Mistério Pascal. “A Páscoa, diz Santo Agostinho, foi o princípio da graça, o Pentecoste o seu remate e coroamento”. Pela Ressurreição, Cristo restitui-nos o direito que havíamos perdido, a vida divina. Na Ascensão, elevou-se ao Céu, para de lá nos mandar o Espírito Santo, e assim entrar na posse do reino que para nós e para Ele conquistou com o seu sangue. A Ascenção é com efeito o reconhecimento oficial dos seus títulos de vitória e constitui para a sua humanidade o coroamento da obra redentora, e para a Igreja o princípio da sua existência e santidade. “A Ascenção, diz D. Guéranger, é o mistério que relaciona e completa o da Páscoa e o do Pentecostes. por um lado consuma a Páscoa, declarando o Homem-Deus vencedor da morte e chefe da Igreja e colocando-o a direita do Pai; por outro, determina a descida do Espírito Santo”; “Este belo mistério delimita aqui na terra os dois reinos divinos – o do Filho de Deus e do Espírito Santo”.

 “Se eu não for não recebereis o Paráclito. Mas eu vou e mandar-vo-lo-ei, diz o Senhor”. O Verbo Encarnado concluiu a missão de que o Pai o incumbira e o Espírito Santo irá da início a sua; que o Pai, não contente ainda em nos dar seu Filho único para nos reconduzir a Si, nos deu também o Espírito Santo para nos santificar. É que o Pai faz tudo, conforme diz Santo Agostinho, por meio do Filho, no Espírito Santo. Toda a obra da Salvação e Santificação se realiza na virtude e pela virtude do Espírito Santo. Foi Ele quem falou pelos profetas, quem cobriu com sua sombra a Virgem Maria e a fez M~e do Filho de Deus, quem desceu sobre o Senhor no Jordão, quem finalmente o conduziu pelo deserto e lhe orientou todos os passos da sua vida terrena. Mas foi sobretudo no dia de Pentecostes, derramando na alma dos Apóstolos a luz a coragem da graça, que assentou no seio da Igreja a grande obra da Santificação. Nele foi a Igreja batizada no Cenáculo, e é o seu eflúvio divino  que continua informar o Corpo Místico de Cristo. “Recebei o Espírito Santo, disse o Salvador ao Apóstolos, e a quem perdoares os pecados lhes serão perdoados”. E a Igreja gosta de repetir estas palavras e de dizer que “é o Espírito Santo o mesmo perdão dos pecados” e do batismo que é ministrado na “água e no espírito”.  “Sai desta alma, diz o ministro, e dá lugar ao Espírito Santo”. Este Espírito cura as nossas almas e as santifica-as com a sua graça, infundindo-nos algo da sua própria vida. O que fez dizer Santo Irineu que, assim como a vida do corpo resulta da união do corpo, assim a vida da alma resulta da união da alma com o Espírito de Deus, união que se estabelece pela graça santificante. Porém, mais ainda, lá onde a graça habita, aí está aquele operário divino que a Igreja chama de “hóspede nosso”.

O Espírito Santo foi dado aos apóstolos para acabar neles e por eles a obra da santificação me iluminação iniciada por Cristo. para esclarecer as inteligências, aquecer e purificar os corações e infundir nas almas a coragem de confessar o nome do Senhor. E esta obra de revigoramento das energias dos espíritos prossegue. Foi o espírito que inspirou os Apóstolos e os escritores sagrados, e é Ele que assegura ao Papa e aos Bispos reunidos e unidos com ele a infabilidade em matéria de fé, que lhes permite continuar na terra a missão do Mestre. É Ele, o Espírito Santo, que dá eficácia aos sacramentos, que perdoa os pecados, que infunde nas almas a vida sobrenatural, que dá a Igreja coesão e unidade, que lhe dá o ser, a alma.

O Espírito Santo é a alma da Igreja. E todos os fiéis vivem ou pelos menos deveriam viver desta alma. É de notar que depois de dizermos no Credo que cremos no Espírito Santo, ajuntamos, E na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, que é o deslumbramento, radioso da santidade perene penetrando o nosso corpo, e na vida eterna, a plenitude da Glória, envolvendo todo o nosso ser para sempre.

Exposição Histórica: Pentecostes

Antes de subir ao Céu, o Senhor ordenou os Apóstolos que se não afastassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai, querer dizer, a efusão Espírito Santo. No regresso do monte das Oliveiras, os discípulos, que eram cento e vinte, dirigiram-se para o cenáculo, onde se deixaram estar em oração com as santas mulheres e com Maria, Mãe de Jesus.

Depois desta novena, a mais solene de todas, teve lugar a descida do Espírito Santo, que coincidiu providencialmente com a festa de pentecostes, “com este dia tão grande e santo”, aniversário da promulgação da lei do Sinai. Os estrangeiros, pois, que por este motivo tinham acorrido a Jerusalém, foram foram testemunhas do fato milagroso do Pentecostes Cristão.

“Eram nove horas da manhã, assim diz os Atos dos Apóstolos, quando um ruído se fez ouvir, à maneira de um violento golpe de vento, que encheu toda a casa em que Maria Santíssima e os Apóstolos estavam sentados. E viram aparecer no ar línguas de fogo que desciam em cada um dos presentes, e ficavam cheios do Espírito Santo e falavam várias línguas conforme a monção do Espírito Santo”.

Revestida deste modo com a força do Alto, a Igreja começou em Jerusalém a sua obra de apostolado que o Senhor lhe havia confiado. Pedro, o príncipe dos Apóstolos, toma a palavra perante a multidão atônita e assustada com o que via, e já “pescador de homens” conforme tinha sido prometido pelo divino Mestre, lança a rede, e desta primeira pescaria conquista logo para a pequena Igreja em Jerusalém, três mil almas. No dia seguinte, reuni-se os doze no Pórtico do Templo e como o divino Mestre pregam o Evangelho e curam os doentes. “Assim foi crescendo o número dos que esperavam o Senhor”. Depois sairam para fora da Judéia e foram anunciar primeiro o Evangelho aos Samaritanos e seguida aos Gentios.

Exposição Litúrgica: Pentecostes

No quinquagésimo dia após a passagem do Anjo exterminador a travessia do mar vermelho, acampou o povo de Israel no pé do monte Sinai e Deus assim se dignou a lhes dar a sua lei. As festas da Páscoa e do Pentecostes, comemorativas deste duplo acontecimento, eram para os judeus a mais importante do ano. Dezesseis séculos se passaram, a festa da Páscoa é assinalada pela morte e ressurreição do Senhor e a festa de Pentecoste a efusão do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos no Cenáculo. Estas duas festas adotadas pela Igreja, são as mais nobres e antigas do ciclo litúrgico que delas recebeu origem. O Pentecostes, depois da Páscoa, é  maior do ano. Tem vigília e oitava privilegiada. Lê-se os Atos dos Apóstolos, porque é o primeiro dia da dispersão da Igreja, cuja as origens este livro nos relata. É afinal é a imitação do se fez na semana de Páscoa. É uma vida inteiramente nova que começa; convém ler as novas escrituras que narram os primeiros voos. E no Novo Testamento põe de resto o antigo, em plena evidência e demonstra que foi ele a sombra que precedeu a grande realidade que surgiu. Na missa de Pentecostes na da Oitava a lei antiga e a nova, as Sagradas Escrituras e a Tradição, os Profetas, os Apóstolos e os Padres da Igreja fazem eco a palavra do Mestre.

Assim como as diferentes partes de um mosaico, formam um conjunto admirável, que sintetiza a ação do Espírito Santo através dos Séculos. Os paramentos vermelhos nos lembram as línguas de fogo. Antigamente era costume fazer em muitas Igreja fazer cair do teto ao som de Veni Sancte Spiritus uma chuva de rosas vermelhas e soltar dentro do templo uma pomba.

Por vezes, para dar maior impressão da grande realidade que se comemorava, tocava-se trombetas à seqüência. Era sem dúvida para lembrar as trombetas do monte Sinai, ou então o grande ruído que se fez ouvir à descida do Espírito Santo.

A oitava de pentecostes é privilegiada de 1ª Ordem e nela se vê claramente a intenção da Igreja de nos chamar a atenção para o fato culminante que iniciou uma nova era. Há aqui como um convite para orientarmos as nossas leituras e meditações neste sentido. E que tesouros de doutrina se não poderá colher nos textos das missas de toda a oitava.

O Tempo Pascal termina no Sábado de Pentecostes depois de Noa (15 h)

Fonte: http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2016/05/vigilia-de-pentecostes.html

LEITURAS/LESSONS

Com esta Vigília começa a grande Solenidade. Outrora batizava-se neste dia os catecúmenos que não puderam ser batizados na Páscoa. Depois de batizados “na água e no Espírito”, os neófitos recebiam a confirmação do Crisma. A Missa alude a estes dois sacramentos e mostra-nos como o Espírito Santo desce sobre as almas e as maravilhas que nelas opera. Preparemo-nos para a festa de amanhã com uma santa confissão.

Leitura (At 19, 1-8)

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 

Naquele tempo: Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles:  Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! Então em que batismo fostes batizados?, perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam. Eram ao todo uns doze homens. Paulo entrou na sinagoga e falou com desassombro por três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus.

Evangelho (Jo 14, 15-21)

Sequência do Santo Evangelho segundo João. 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis.  Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.

In English

Lesson (Acts 19:1-8)

Lesson from the Acts of the Apostles.

In those days it came to pass, while Apollo was at Corinth, that Paul, having passed through the upper coasts, came to Ephesus, and found certain disciples; and he said to them, Have you received the Holy Ghost, since you believed? But they said to him, We have not so much as heard whether there be a Holy Ghost. And he said, In what then were you baptized? Who said, In John’s baptism. Then Paul said, John baptized the people with the baptism of penance, saying, That they should believe in Him Who was to come after him, that is to say in Jesus. Having heard these things, they were baptized in the name of the Lord Jesus. And when Paul had imposed his hands on them, the Holy Ghost came upon them; and they spoke with tongues, and prophesied. And all the men were about twelve. And entering into the synagogue, he spoke boldly for the space of three months, disputing, and persuading concerning the kingdom of God.

Gospel (John 14: 15-21)

The continuation of the holy Gospel according to John. 

At that time, Jesus said to His disciples, ” If you love Me, keep My commandments; and I will ask the Father, and He shall give you another Paraclete, and He may abide with you forever, the Spirit of truth, Whom the world cannot receive, because it seeth Him not, nor knoweth Him; but you shall know Him, because He shall abide with you, and shall be in you.. I will not leave you orphans; I will come to you. Yet a little while, and the world seeth Me no more; but you see Me, because I live, and you shall live. In that day you shall know that I am in My Father, and you in Me, and I in you. He that hath My commandments, and keepeth them, he it is that loveth Me. And he that loveth Me shall be loved of My Father; and I will love him, and will manifest Myself to him.”