Capítulo XVIII – Mãe de quem? “Do meu Senhor”! [Nossa Senhora]

“Ó Santa e imaculada virgindade, não sei com que louvores Vos possa exaltar; pois quem os céus não podem conter, Vós O levastes em vosso seio”

Os pontos mais controversos entre católicos e protestantes, como não poderia deixar de sê-lo, são os que tocam diretamente Mãe e Filho. Como nada há de oculto que não venha cedo ou tarde revelar-se, vamos presenciando nos dias atuais a “rédea solta” e desenfreada do ódio a este divino par, e de forma cada vez menos oculta ou disfarçada. Sinais dos tempos! No que diz respeito ao Filho, o mencionarei no próximo capítulo. Em relação à Mãe, basta com os exemplos das inúmeras imagens de Maria que como nunca vêm sendo profanadas, deste a destruição física por parte de protestantes, muçulmanos e pagãos[1], até sua nefasta utilização em apresentações “artísticas” e, o que é pior, em reuniões e cultos “ecumênicos” com direito à (triste) presença de nossos prelados. Nada que não se esperasse do pai das trevas e seus filhos.

À título de introdução, para se ter uma pequena ideia, nos estudos sobre Nossa Senhora, onde a Teologia destinou uma disciplina específica por nome Mariologia, há páginas já na casa dos milhares. E ainda não se disse tudo. Outrossim, depois do Santo Sudário de Turim (IT), o objeto mais estudado em todo o mundo é a manta de San Juan Diego na que se vê estampada, há mais de 500 anos, uma imagem da Virgem denominada de Guadalupe (ME), de origem sobrenatural. E isso nos diz alguma coisa.

Não poderia, por isso, ficar de fora deste trabalho tema tão candente. Aqui vai, com a devida vênia, meu “óbolo da viúva”.

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Encíclica Quas Primas- S.S.Pio XI

Publicamos texto integral e editado da Carta Encíclica Quas Primas, de Sua Santidade Pio XI, sobre a Festa de Cristo Rei, documento de leitura sugerida pelo Pe. José Leles na Missa do último domingo. Boa leitura! Continuar lendo

Capítulo XV – “O que arde, cura. O que aperta, segura” [A Inquisição e as Cruzadas]

Um preâmbulo

Façam os protestantes – e tantos outros – o que mui raramente hoje se faz: bebam das fontes[1]! Se houver o mínimo de integridade não digo nem moral, mas intelectual, e verão que em dois mil anos de Cristianismo não houve, não há, tampouco haverá instituição mais atacada, combatida, caluniada, perseguida e odiada que a Igreja Católica. São milhares de páginas contendo altas – e baixas – teorias de conspiração e projetos arquitetados com o único fim de extirpar do mundo essa persona non grata, uma vez que: 1) Cristo crucificado, anunciado desde sempre pela Igreja, é “escândalo para os Judeus, loucura para os Gentios” (1 Cor I, 21), e que por isso 2) “… Se êles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós, se êles guar­daram a minha palavra, também hão de guardar a vossa. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquêle que me enviou.” (Jo XV, 20s).

Diante desta verdade não será mui difícil se entender estas duas reações da Igreja: a Inquisição e as Cruzadas. Aos de boa-fé, queiram nos acompanhar. Continuar lendo

Capítulo XIV – Idolatrias Protestantes [As imagens]

“É que Narciso acha feio o que não é espelho.”

(Caetano Veloso)

 

Resumindo

Peguemos um exemplo concreto para falar do tema. Em um vídeo postado há alguns anos assisti a uma cena de um culto neopentecostal em que um, como chamaríamos, “pastor da prosperidade” fazia sua defesa contra o que considerava idolatria na utilização de imagens e nas orações a elas dirigidas pelos católicos. O homem em questão é uma dessas espécies a quem podemos denominar bons de grito, figura apropriada a estes (fins dos) tempos tão conturbados, e barulhentos.

Dizia ele ao seu público que havia debatido com um padre em um programa televisivo sobre a questão das imagens. O padre, em dado momento o indagou se em suas viagens não levava na carteira como recordação a imagem de sua esposa. Já antevendo a argumentação do sacerdote, sua resposta foi positiva, mas – acrescentou em tom de burla –, nunca se ajoelhava diante dela para realizar algum pedido, e isto é o que fazia a grande diferença. E por aí foi a entusiasmada pregação… Continuar lendo